Super El Niño pode trazer secas e chuvas intensas para região de Foz
Fenômeno climático de intensidade histórica foi oficialmente declarado e deve afetar o Brasil entre 2026 e 2027. Região Sul enfrentará chuvas intensas na primavera, enquanto Sudeste pode sofrer com secas e ondas de calor
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos confirmou o retorno do El Niño, com previsões de se tornar um dos episódios mais fortes desde 1950. As águas do Pacífico equatorial já apresentam temperaturas significativamente acima do normal, e cientistas apontam probabilidade de 63% de atingir a categoria "muito forte" entre final de 2026 e início de 2027.
O fenômeno ocorre quando ventos alísios enfraquecem, permitindo que águas quentes acumuladas no Pacífico ocidental se desloquem para o leste. Essa mudança altera padrões de circulação atmosférica global, afetando clima em praticamente todos os continentes com efeitos que variam conforme a região.
Para o Brasil, os impactos clássicos incluem secas severas na Amazônia e Nordeste, enquanto regiões Sul e Sudeste enfrentam chuvas intensas. No primeiro semestre de 2026, a seca já afeta norte e leste da Amazônia e norte do Nordeste. Se persistir no segundo semestre, os efeitos se estenderão para 2027.
A região Sul do Brasil será impactada principalmente a partir de setembro, com aumento significativo de chuvas durante a primavera do Hemisfério Sul. O episódio anterior provocou chuvas muito intensas em setembro de 2023 e abril-maio de 2024, afetando gravemente a agricultura do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
O Sudeste enfrentará inverno menos frio que o normal, com possibilidade de ondas de calor. Essa situação preocupa especialmente considerando que os reservatórios da região já enfrentam problemas de abastecimento. Persistência da seca pode agravar a situação para 2027.
O governo federal instalou uma Sala de Situação Interministerial para gerenciar possíveis desastres provocados pelo fenômeno. A estrutura, coordenada pela Casa Civil com participação do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, unifica esforços de 20 ministérios e órgãos para preparar respostas às diferentes regiões do país.
Com informações de ClickFoz


