Puente de la Integración: preocupação com sobrecarga e falta de planejamento
A cinco dias da nova fase de operação do Puente de la Integración, autoridades de Presidente Franco denunciam falta de comunicação e planejamento inadequado para lidar com possível congestionamento vehicular.
A implementação de uma nova etapa operacional do Puente de la Integración, que liga Presidente Franco a Foz do Iguaçu, gera preocupação entre autoridades locais paraguaias. A mudança entra em vigor no dia 3 de agosto, ampliando significativamente o tipo e volume de veículos autorizados a cruzar a ponte.
O concejal municipal Lucio Vera (PLRA) criticou a ausência de informações oficiais sobre as alterações planejadas. Segundo ele, as autoridades locais não foram notificadas sobre possíveis mudanças no sentido de circulação de ruas e avenidas principais, como a avenida Bernardino Caballero. "Até agora, nem a Municipalidade nem a Junta Municipal foram informadas pelo Ministério de Obras Públicas sobre um decreto presidencial a respeito", afirmou o edil.
A nova fase permitirá a circulação de transporte urbano internacional de passageiros na rota Presidente Franco–Foz de Iguaçu, além de ampliar os horários para caminhões vazios (de 20h30 a 05h) e autorizar o transporte de cargas menores. Também habilitará ônibus de turismo de longa distância e linhas internacionais regulares durante 24 horas.
Vera destacou a falta de clareza sobre quais empresas operarão o transporte internacional e como serão organizados os itinerários. "A habilitação dos itinerários e frequência de horários devem ser aprovadas pela Intendência e Junta Municipal", ressaltou.
A principal preocupação é a possível sobrecarga vehicular em Presidente Franco, já que não foram realizadas adequações nas ruas e avenidas locais. Há anos, comerciantes e autoridades solicitam ao ministério a ampliação das avenidas Monday e Bernardino Caballero para suportar o aumento de tráfego, mas as obras nunca foram executadas.
Outra demanda não atendida é a construção de uma passarela peatonal próxima às escolas situadas no acesso à ponte. Em junho, Vera apresentou moção solicitando informações sobre esse projeto, comprometido pela ministra Claudia Centurión. A moção também pede que a municipalidade se desvincule de responsabilidades legais por acidentes que possam ocorrer pela falta dessa infraestrutura de segurança.
Com informações de ABC Color


