Turista holandês morre em acidente no Macuco Safari em Foz do Iguaçu
Um turista holandês de 25 anos morreu após embarcação virar durante passeio no Rio Iguaçu, dentro do Parque Nacional. Oito pessoas estavam a bordo; dois sobreviventes foram hospitalizados.
Uma embarcação do Macuco Safari tombou na manhã de terça-feira, 28 de julho, próximo às Cataratas do Iguaçu, resultando na morte de um turista holandês de 25 anos. O acidente ocorreu por volta do meio-dia, durante o tradicional passeio de barco que funciona há mais de 40 anos no Parque Nacional do Iguaçu.
A vítima viajava acompanhada da namorada, dos pais dela, da irmã e do cunhado. Ao todo, oito pessoas estavam na embarcação no momento do tombamento — seis turistas e dois tripulantes. O resgate foi acionado imediatamente, mobilizando equipes da concessionária e órgãos públicos de socorro.
Dos sobreviventes, três não necessitaram de atendimento médico. Dois foram levados ao Hospital Municipal Padre Germano Lauck: um homem de 49 anos (sogro da vítima) permanece em observação com quadro estável, e uma mulher de 48 anos recebeu tratamento por fratura no pé. A identidade das vítimas permanece sob sigilo até notificação formal dos familiares e autoridades consulares.
A Macuco Safari emitiu nota oficial manifestando profundo pesar e confirmando que opera com embarcações modernas, certificações atualizadas e compromisso com segurança. A empresa informou que colabora integralmente com as autoridades nas investigações.
A Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial do Rio Paraná, enviou equipe de inspeção naval ao local e instaurará Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para esclarecer as circunstâncias e responsabilidades pelo ocorrido.
Trata-se do segundo acidente com morte na história do atrativo. O primeiro ocorreu em 5 de setembro de 1999, quando dois botes colidiram no cânion do Rio Iguaçu, causando sete mortes. Aquele evento resultou em interdição de 108 dias e reformulação das normas de navegação, incluindo novos limites de velocidade, redefinição de rotas e exigências mais severas de equipamentos e treinamento.
As investigações prosseguem para determinar os fatores que causaram a virada da embarcação e se condições da água ou operacionais influenciaram a tragédia.
Com informações de ClickFoz


