Moradores de Foz entregam abaixo-assinado ao Paraguai contra poluição sonora
Mais de 500 assinantes de Foz do Iguaçu formalizaram reclamação junto ao Consulado do Paraguai contra o barulho de alta potência originário de Presidente Franco, que prejudica o descanso de comunidades locais e oferece r
Uma delegação de residentes de Foz do Iguaçu apresentou um abaixo-assinado com mais de 500 nomes ao Consulado do Paraguai na segunda-feira (29 de junho), solicitando ação urgente contra a poluição sonora que invade a cidade vizinha de Presidente Franco. O incômodo provém de veículos equipados com sistemas de som de alta potência estacionados em um píer à beira do Rio Paraná.
Os bairros Porto Meira, Vila Portes, Boicy e região central de Foz são os mais afetados pelo problema. O ruído intenso ocorre principalmente durante madrugadas de sexta-feira, sábado e domingo, propagando-se facilmente pela proximidade entre as cidades.
A questão transcende o incômodo sonoro. Idosos, crianças e instituições religiosas sofrem com a privação de sono. A Congregação Fraternidade O Caminho, que atende pessoas em situação de vulnerabilidade, denunciou que o barulho invade suas instalações durante a madrugada, prejudicando o repouso das missionárias.
Oficiais do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Foz do Iguaçu (Dtcea-FI) alertaram os cônsules sobre riscos à navegação aérea trinacional. Profissionais brasileiros, argentinos e paraguaios ligados ao controle do espaço aéreo vivem em alojamentos militares situados a aproximadamente 500 metros do píer e enfrentam distúrbios do sono que afetam a segurança das operações aéreas.
Os cônsules Moisés Quintana e Iván Airaldi receberam a comissão e se comprometeram a acionarem oficialmente o Ministério Público e órgãos de segurança em Assunção. A Marinha do Paraguai já realizou operações de monitoramento na área do píer no fim de semana anterior.
O presidente da Câmara de Vereadores de Presidente Franco, Luís Fernando Vargas, também se engajou no problema, prometendo mobilizar a administração municipal. Com a denúncia formalizada, as autoridades paraguaias agora dispõem de fundamentação legal para apreender veículos e aplicar sanções. Vargas sugeriu ainda estabelecer um sistema de comunicação direta com Foz para registrar ocorrências em tempo real e facilitar operações de fiscalização.
Com informações de ClickFoz


